As stablecoins são a parte mais usada do mercado cripto. Nas corretoras substituem o dólar, no DeFi servem de base para empréstimos e, em vários países, protegem contra a inflação da moeda local. Segundo o Banco Central, a maior parte do volume cripto movimentado no Brasil passa por stablecoins.
Se uma stablecoin consegue manter o preço depende do que está por trás dela e da confiança no emissor.
Como funcionam as reservas
As maiores stablecoins, USDT da Tether e USDC da Circle, têm reservas em dinheiro e títulos de curto prazo do governo americano. Para cada token emitido deveria existir um dólar guardado. Também há stablecoins lastreadas em real, como a BRZ, e modelos garantidos por outras criptomoedas, como o DAI.
Quando a paridade quebra
Em maio de 2022, a stablecoin algorítmica UST desabou. Ela não tinha reservas, só um mecanismo de troca com o token LUNA. Em poucos dias, os dois perderam quase todo o valor. Desde então, modelos sem reserva são vistos como de altíssimo risco.
As regras do Banco Central
As resoluções do Banco Central publicadas em novembro de 2025 e em vigor desde fevereiro de 2026 tratam certas operações com stablecoins como operações de câmbio. Na prática, transferências de stablecoins para o exterior e para carteiras próprias passam a seguir regras e limites parecidos com os do câmbio tradicional.
Escolha a rede certa
O mesmo USDT existe em várias redes, como Ethereum e Tron. São caminhos diferentes, e enviar pela rede errada pode significar perder o dinheiro. Confira sempre antes de transferir.